Para viver bem, é preciso recuperar o sentido do tempo que passa, e não apenas o tempo que se tem. Afinal, somos feitos de tempo, e não donos dele.

Isso não vai mudar, por mais que a tecnologia e o pensamento avancem. O tempo é o nosso bem mais precioso; é o melhor presente que podemos dar uns aos outros: a nossa presença, o nosso tempo.
A nossa cultura pós-moderna se caracteriza pelo consumo do tempo. Antes, o ter substituiu o ser; agora, o fazer substitui o ter. Acumulamos ações, agendas, atividades… é o que está na moda. Criam-se as estratégias mais sofisticadas para que as pessoas ocupem o tempo. Até o descanso perdeu a sua gratuidade: os fins de semana e os períodos de férias são lotados de excessos. “Os domingos estão precisando de feriados” (Bonder).
“O tempo está tão medido e amordaçado que não há espaço para a duração, a gratuidade, a criatividade…”
Adaptado de: https://www.ihu.unisinos.br/categorias/42-comentario-do-evangelho/636114-a-vida-e-feita-de-tempo